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Mostrando postagens de Abril, 2012

Morte aos ídolos!

A idolatria se confunde com a história da humanidade independente do lugar, fim social ou época. Isso já é saber de todos principalmente dos sujeitos que estão fartos desse vício no erro, isto é, o autodesapego ou medo, a projeção no espectro de uma veleidade ou a inveja icária do inadmissível, a transmigração do desejo ou a insatisfação consigo terminam por fundar os elementos de construção dos ídolos. Devem existir outras tantas dezenas de antíteses que conflagrem esse desastre do pensamento, mas não nos cabe nem seria inteligível enumera-los por isso fiquemos no plausível. Neste contexto é fato que o "ídolo" seja para muitos o alimento do corpo etéreo¹: o anelo da "alma" projetado num ser real ou imaginário.       O corpo etéreo ou alma (nada mais que pensamento) tem características não sensíveis que dependem do corpo físico, mas somente quando estão dissecados por conceitos dogmatizados. Contrário disso amalgamados não teme o além; reconhecem a capacidade c…

Amor: Convenção social número III

Não demora muito e começa-se a entender a vida de uma maneira muito particular.
    Entrando na fase racional da vida o indivíduo se sente extasiado ao lembrar-se da poesia épica de Camões e entende todo aquele apogeu vicejante de suas palavras como uma verdade suprema. Afinal o amor parece de fato "fogo que arde e não se vê ferida que dói e não se sente", mas até onde isso é verdade?
    Onde acaba o "amor" sonho lírico sustentáculo do desejo? Ou a questão seja só ‘onde acaba o desejo? Talvez acabe na convivência, no jogo de poder que se desenvolve, implicitamente, em algumas relações, nas incompatibilidades descobertas na rotina ou na simples mudança de ponto de vista de um dos sujeitos da união.
    O que molda as atitudes não é exatamente o amor, mas o desejo, a excitação que precisa tomar uma nova cara, uma fórmula de acordo com um "certo" contorno que privilegia o ego dos envolvidos. Então o amor é troca? O amor não é se dá por completo? Se troca é …

Repensando Epicuro

Sobre a vida de Epicuro, como outros filósofos gregos, o que sabemos é sempre por conta de fontes extemporâneas ou textos fragmentados em pergaminhos, palimpsestos e inscrições em pedras; sendo a característica comum a todos a atribuição. No caso de Epicuro temos duas figuras que se destacaram em admiração de sua obra e consequentemente na construção de uma estrutura literária quais são nossas fontes mais seguras para entendemos a vida e pensamento filosófico de Epicuro: Tito Lucrécio Caro e Diógenes de Oenoanda, ambos I século a. C.


Epicuro, fundador da escola que tomou o seu nome, nasceu em Atenas, provavelmente, em 341 a.C., do ateniense Néocles, e foi criado em Samos. A mãe praticava a magia. Cedo dedicou-se à filosofia, sendo iniciado por Nausífanes de Teo no sistema de Demócrito. Em 306 abriu a sua famosa escola em Atenas, nos jardins da sua vila, que se tornaram centro das reuniões aristocráticas dos seus admiradores, discípulos e amigos. Epicuro expôs a sua doutrina num grande…

Ensaio sobre a mesmice.

Reconhecendo abertamente que somos em dado momento apenas mimeses, plágios baratos, aos nossos predecessores e nosso pensamento pouco vai adiante do que alguns foram nota-se que não alargamos nem meio grau por século o circulo sobre conhecimento; a parte conhecimentos tecnológicos e bélicos; ah estes estamos sempre à frente do dia anterior...

Diante do emaranhado, circunstancial, convenientemente arranjando pela tecnologia  ou pelo belicismo das nações mais poderosas que não tardam em submeter outras em qualquer sentido lhe convenha. Em meio a tantos hipocrisias e protocolos boçais percebe-se que um ramo fomentador de cultura dentro da mesma cultura definhou há tempos em várias nações, ou seja, a "preocupação com a formalidade de sua Língua"; isso agora também é uma letra morta. Quais suas causas? O marketing? A gana capitalista da elite e dos novos burgueses que querem ficar ricos disfarçando o termo progresso em seu anelo de usura? A volúpia do consumidor que se abstém do c…