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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Epílogo: Os sentidos dos sentidos e da liberdade

Perseguia na mente os sentidos dos sentidos: seus significados; o sentido que damos ao que acreditamos fazer sentido, o que fazemos dele e o que ele nos obriga a fazer. O sentido tem coloração polissêmica, não tem forma, a forma dada parte da subjetividade sendo assim é diferente da ordem subjetiva enquanto consciência coletiva, geralmente, indutiva às realizações práticas diárias visando consequências a longo prazo, isto é,  são as velhas afirmações hereditárias que parecem ter sentido. Em outras situações o sentido pode ser direção, satisfação, lógica, definições que não conheço e a mais nobres de todas: os cinco sentidos. Nem sempre lembramos que os temos, vivemos ocupados (ou condicionados). Talvez tivéssemos mais cuidado se nos faltasse um deles. Poderíamos classificá-lo com qualquer som que de algum modo se colocasse como objetivo, direção, satisfação, etc.,. No entanto a semiologia nos trouxe para este ruído que designa o sentido de "sentido." O sentido só é entendido ló…

A verdadeira democracia é a da ignorância

Observando as ações humanas em diversos contextos culturais, onde o sujeito se entende de fato, vê-se que os indivíduos seguem uma linha de raciocínio que tendenciosamente agrupam-se para formar o que consideram movimentos culturais, não que percebam isso enquanto está ocorrendo o fato, até porque os termos dados à épocas e conceitos costumam ser extemporâneos e podem não refletir uma verdade absoluta, valorizam ou subvertem as tradições, de qualquer forma não fogem do seu sim nem do seu não, avesso ou não a seus elementos estão contidos em seus arquétipos históricos, seja na valorização, seja na negação nossos dias pautam-se em propósitos direcionados por diversos modelos ideológicos que caminham para a ideologia maior que detém o "poder."
     As pequenas instituições (que passo a passo transmitem os ideias da grande ideologia: o Estado), as casas eclesiásticas (cada uma com seu branco celestial cognominado de um termo muito agradável aos ouvidos), o sistema bancário (faci…

Cidade das máquinas: a morte de um humano crônico.

Um sujeito introspectivo, face impávida, olhar penetrante, parecia absorver do outro o que é de fato além de sua sombra que perambula pelas ruas, pois sempre dissera que o que somos não é para que o outro saiba e essa interrogação que mostramos seja nossa grande defesa. Via nas sombras então. Era assim que percebia alguns transeuntes sociais. Sombras que desejam,  que buscam. Que não sabem porquê nem para quê.
      Pensava sobre as questões: da água, do clima, na seca, na usura um dos motores da sociedade. Desembarcou do coletivo. Seguiu. Notou o lixo na calçada dita mais nobre e elegante da cidade de "São Parvos¹". Olhou em volta. Via uma miragem, tudo estranho, mas não muito diferente dos últimos anos. Pessoas robotizadas, movimento apressados, trágicos e cômicos, no lugar das cabeças cifrões enormes. Óculos escuro para disfarçar a empáfia. Uma quimera do alter ego dos indivíduos.       Continua a andar. Cruza dezenas de figuras esquálidas. Observa um motorista de …

A sub cultura da contra cultura venal aculturada

A cultura vigente apresenta arquétipos que para a massa é espectral, algo indesejável, indecifrável, também inalcançável até para poucos que a desejam, uma vez que dela só possa usufruir um grupo seleto, uma minoria nem por isso dileta.
     Talvez essa minoria nem tenha grande prazer nisto (se darem como vanguarda cultural da sociedade ou serem vistos assim), mas naquilo que seja possível retirar de seus pares, ou seja, na fundação de novos conchavos,  na amostragem de suas aquisições e no que todos os sujeitos buscam: reconhecimento e admiração. O ser vive para ser visto e o que há diferente disso contamina seu imo desde que este indivíduo não seja um anacoreta ou um sujeito solipso, fora estes elementos todos querem passar a melhor imagem de si para outro. Assim é o mundo que se esforça para ser real. O que poderia justificar esse desejo tosco no que ultrapassa a "vontade de poder" ainda não compreendo, mas noto nas conversas que tenho com algumas pessoas uma necessidade e…

Dia útil, qual é o seu?

Enquanto máquinas a serviço da sociedade ou das buscas particularizadas vivemos limitações geradas nas  eventualidades e para estas: uma peça do sistema que se movimenta de forma monótona, idas e vindas para fins equivalentes; infinitas verdades; intermináveis mentiras; objetivos uniformes; buscas que se repetem como uma análise tautológica de um "acadêmico do acaso ou por ter vendido muitos livros". Além do literato da autoajuda já se sabe: fala-se aqui de um filho do Kismo, o sujeito do dia útil.
     O dia que se serve a alguma circunstância remunerada recebe-se essa consideração; o dia que vive-se para si nenhuma classificação. Por quê?
     O “dia” independente de conceitos mercadológicos é nossa grande casa, um interstício consigo, com o passado e futuro. Isto nos leva a crer que não há razão para dividi-los em escala de valor.      Por outro lado dia útil pode ser um conceito, neste caso cada um tem o seu.
     O dia útil de uma criança é uma bola num parque com o pai, …

O Círculo no homem

O homem não pode ser pensado fora do materialismo. Toda ação e reação é dada pela lógica material e por sua concepção de ultra materialidade capaz de forjar a matéria além da matéria como elemento sublime e condicionador. Disto fundam-se suas fraquezas e virtudes. O que é grandeza para "um" é pusilanimidade para outro. O escândalo de dois é bem aventurança àqueles. A vida é sim e não num átimo ou num milênio. As buscas se repetem em suas formas em qualquer período, tempo ou espaço. Refinadas ou não são equivalências das anteriores e futuras. Quando o sujeito não encontra equivalências ou respostas adequadas para suas questões, a interrogação agiganta-se, tende a cair num vazio e seu pano de fundo é a penumbra ou o condicionamento da mente a alguma entidade. O olho enlouquece, busca novos ângulos, não adianta; lembra que além do que os olhos alcançam está a obscuridade; quer enxergar o que as pupilas não captam, divagações formam novos vértices. Investigações contínuas em todos …