Pular para o conteúdo principal

Mundo animal

O homem se ressente da necessidade de ser diferente dos animais e para isso auto classificou-se como humano.
O primeiro ato para fugir da condição primata é a invenção de deuses da vida póstuma, pois não aceita sua finitude breve.
Nesta tarefa cada povo, como que em modelo de manada, criou seu Deus.
Assim se divertem tanto com o "bem quanto com o mal". Um deus é uma panaceia.
Sua linguagem o ajuda, apenas, a enganar a si. Um meio não muito inteligente de isentar-se dos danos que provoca aos outros animais.
Deus é uma "super consciência" da linguagem capaz de atravessar gerações, aniquilar povos, substituir outros deuses, determinar modelos existenciais, etc.
Usando a linguagem como ferramenta de engano geral e sob a tutela de um protetor o homem massacra, humilha, sacrifica e devora outros animais. Em seguida busca pureza através de templos que construíram em nome dos limites que seus antepassados criaram.
Sobrepondo qualquer sentimento de culpa pelas mazelas a outras vidas. Ser vegano?! Não, é radicalismo. Dirão os amantes do churrasco. Vegetariano?! É exagero. Dizem os glutões.
As contradições relativas as posturas são visíveis, porém não se reflete sobre. É preferível permanecer nos moldes que ofereçam prazeres. Eis o fim das buscas de todos os viventes! Prazer.
Por Ele toda lógica é subvertida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cabelo ao vento

Que passas... (?)
                    Ao luar;
Quais sinas... (?)
                    Hão aquietar;
Que mares... (?)
                   Há de singrar;
Dos amores!
                   Feliz, amainar;
Da sagacidade...
                   Intuspecta cor – relumar;
Do cabelo a brisa...
                   Sibilista olhar;
Por Febe semp’ terna
                   Há d' estar.


Vulnerant omnes, ultima necat

Esta inscrição (título) em Latim (como outras tantas) encerra um caráter excessivamente preciso sobre a vida ou sobre nossas ações e o modo como "não" percebemos o mundo.

Talvez possa induzir fracos pensarem que nada valha fazer porque a ordem de tudo é um fado... Mas o que pensam sobre tal frase os que não se importam com os demais?

Não percebem que caminhamos todos para um nada comum! Homicida não é somente aquele sujeito que tira a vida do outro, mas todos aqueles que impõem suas veleidades sobre os demais para vantagem pessoal.

Qual a diferença de falastrões, profetas, marqueteiros, palestrantes e políticos? Nenhuma...


Em equivalência não atentam para os ponteiros da vida e não entendem o significado dos dias em que "vulnerant omnes, ultima necat*. Que sim, algumas de suas verdades não valem um quinto do que lhe é dado. Que tantas outras que tornariam a vida de "muitos" melhor é deixada de lado... Porém cada um olha apenas para sua marcha como se fosse a mai…

Urbanização de São Paulo: Chicago ou Paris?

Em 1878 fundou-se em São Paulo o primeiro sistema de abastecimento de água a Companhia de água e esgoto Cantareira. São Paulo já estava em ebulição, era o destino preferido dos cafeicultores interioranos, também dos imigrantes europeus. 
O processo de urbanização paulistana é uma síntese de contradição copista: os primeiros barros criados para elite indicava europeização da cidade (Campos Elísios, Indianópolis e o próprio Higienópolis que remete a questão da limpeza racial) para clarificar nossa proposição de copistas às avessas havemos de lembrar que diferente do que fizeram os europeus com seus rios São Paulo os matou ou fez com que sumissem embaixo do asfalto (caso Tamanduateí e do riacho Anhangabaú – o primeiro canalizado vergonhosamente sujo e poluído, o segundo sumido da Avenida 9 de julho). Em 1912 inicia-se a canalização do Tamanduateí juntamente com um projeto de aterramento das várzeas deste e do Anhangabaú. Este foi é o primeiro episódio que marca o desastrado urbanismo paul…