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O erro como vício

Certo dia conversava com uma senhora, uma madame; no decorrer da conversa disse ser professora de didática na USP (Universidade do Estado de São Paulo) Top no Brasil, segunda na América Latina, 150ª no mundo.

Mora na região da Paulista e reclamava do dia "13.03.16" (manifesto pelo impedimento da presid'anta). Não me contive em perguntar sua posição ante a política, uma vez que seu mal-estar não parecia ser somente a multidão que tomaria seu bairro.

Disse que "os promotores que investigam o ex-presidente (futuro presidiário) querem aparecer... E que não se prende ninguém dá oposição". Parece fazer sentido quando lembramos dos casos envolvendo a CPTM (companhia paulista de trens metropolitanos). 
Por outro lado não sabia que já foram feitos cerca de 10 pedidos de prisão para tal cartel.  No entanto as provas que incriminam o futuro mais nobre presidiário do Brasil são contundentes, ponto!

Mas o que nos deixa perplexo é uma pessoa com seu nível de conhecimento preferir um discurso vazio e dogmático. Como pode!? Uma pessoa com acesso a informação desqualificar o trabalho do MP (Ministério Público) sem ressalvas!
Espanta uma pessoa letrada fazer uma análise tão rala dos fatos e das evidências.
Contrassenso, pois na política as pessoas estão se comportando como religiosos em seu eterno duelo bem X mal ou masdeísta (como queira chamar). E o mal está no outro. Sempre! O erro se torna um vício pelo sentimento de poder e batalha embutido na questão. Isto vale para ambos os lados.

As posições políticas assemelham-se a "carta branca" qual o apaniguado do eleitor: o eleito e seus asseclas podem tudo em nome de uma moral criada pelo "donatário do voto".

Não é possível que pensemos "política" como torcedores fanáticos, não é possível a canonização de eleitos, não é razoável que aceitemos a "redução do momento politico" a veleidades oligárquicas. Sejamos racionais em política, sejamos analíticos ao extremo, menos polarização e horizontes mais abertos. Ou sucumbiremos como uma torcida organizada ou próximo da estreiteza das religiões que hoje tomam dinheiro de forma politicamente correta, isso quando não o convence a explodir "por ela" ou por 70 virgens em praça pública.

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