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Drogas legais

A sociedade moderna há muito vive condicionada a drogas e não se dá conta, ao invés busca novas formas de "ser feliz agora" sem reflexão alguma.
Cada indivíduo busca uma forma de êxtase sublimado em práxis sociais:
A criança: o vídeo game, brinquedos e personagens da moda reconhecidos pelos pais;
O velho: quase todos os jogos para se livrar do ócio, da necessidade de lembrar-se que fez tudo errado e que não há como resgatar-se ou refazer-se, pois velhos não são fênix como os jovens pensam ser;
Os adolescentes: todas as formas de prazer porque acha que a vida é curta (e é de fato, porém mal vivida neste modelo social);
O padre extasia-se diante de um deus que é esperado milênio após milênio (muitos deles nem acreditam, mas é comodo ter uma vida segura sem trabalho e luxuria as escondidas - tais quais pastores e profetas ateus que fazem fortunas as custas de dizimistas sedentos de mentiras e boas-venturanças);
O político (brasileiro) sacia-se em corromper, pois não há seriedade dos poderes institucionais quando o réu tem uma boa conta corrente (isto é notório). Nos parece, estamos numa monarquia onde "para os amigos do rei: o luxo, para os inimigos: a lei";
O trabalhador assalariado (eterno neandertal) vive às voltas em mimeses elencadas pela TV (vá ao shopping, coma naquela rede de fast food, vista-se desta maneira neste verão, feriado prolongado?! Vá a praia, consuma em bares badalados, faça Networking!;
O Rico (ah este tem muitos vícios, não tenho espaço para elenca-los, mas não nos custa lembrar de um ou outro além dos ilegais...): a soberba, a prepotência, a usura e outras dezenas equivalentes, apesar da certeza do fim comum;
O pobre (este animal anacrônico que ouve o padre, um político populista ou vive de costas para tudo) anima-se com bibelôs e qualquer outra inutilidade de porte igual.
Enfim, drogas, às vezes não estão na esquina com o traficante (que paga mesada para autoridades - segundo relato da vizinhança) estão dentro de nossos arranjos, de nossas apatias, de nosso conformismo em aceitar o patético como forma sublime de viver!    

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