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Retrato 3/4

É possível que poucos saibam precisar a origem do retrato 3/4, para atender a quem ou a "que" tenha sido sugerido. Como sou da parte dos muitos que nada sabem sobre sua história sinto a necessidade de falar pela boca de outem:
"El retrato fotográfico es un género donde se reúnen toda una serie de iniciativas artísticas que giran en torno a la idea de mostrar las cualidades físicas o morales de las personas que aparecen en las imágenes fotográficas. Su práctica se encuentra ya en los inicios de la fotografía donde destaca la labor realizada por los fotógrafos ambulantes, los fotógrafos comerciales de los estudios parisinos, los primeros retratos psicológicos, el retrato popular presentado por la fotografía academicista, así como la obra documental de David Octavius Hill.

El retrato coloreado tuvo mucha difusión a principio del siglo XX.
Los representantes principales del retrato fotográfico en sus inicios son NadarDisdériJulia Margaret CameronLewis CarrollGustave Le GrayEtienne CarjatAntoine Samuel SalomonPierre Petit o Lady Clementine Hawarden.
Con posterioridad el género fue evolucionando de forma paralela al devenir de la historia de la fotografía razón por la cual, junto a fotógrafos que se dedican en exclusiva a lo que podríamos entender como la forma más ortodoxa del retrato fotográfico, nos encontramos con fotógrafos adscritos a movimientos concretos que se acercan al retrato fotográfico con el empleo de las ideas y técnicas propias de estas corrientes.
(http://es.wikipedia.org/wiki/Retrato_fotogr%C3%A1fico)

Dito isto me sinto a vontade para dar a minha versão sobre o retrato 3/4 praticado na atualidade qual serve para mera demanda comercial ou governamental (que na realidade são iguais: comércio e governo - só mudam as táticas de te roubar), mas não estamos nesta página para falar mal do Estado e sim do seu segundo parasita, pois o primeiro - os políticos - seja do conhecimento de todos. O segundo é nada menos que o "funcionário público" que tenha um lugar diferente das Câmaras ou Assembleias para trabalhar (sem exceção: da manutenção ao colegiado dos nobres).
Voltemos a nossa foto. Não me lembro nestas quatro décadas de vida lúcida de ter visto um só retrato para documento que se possa afirmar: como tem classe! Perfeita! Original ou muito boa! Raras exceções, como a que temos logo acima, todas estão denunciando que são fotos feitas para documento. Existem peculiaridades para estes retratos: cara de susto; cabelo esgaçado; pose mal colocada, enfim...
O problema ou feiura de um retrato 3/4 pode ser piorado se em seu poder estiver um funcionário público, ou seja, (aquela classe que pensa ser dona do mundo) ciceroneando o cidadão na retirada de um documento a partir da digitalização do bendito retrato.
Sai do órgão público com uma certeza que já me perseguia há anos: "somos apenas números!" Entenda o caso.
Alter Ego: Bom dia!
Não respondeu; penso que esteja cansado, saturado, enfado, irritado, sei lá... (não ganha mal; o que será? Bom... Tudo bem...)
Funcionário (do) Público: Sente-se senhor! Assine entre as duas linhas e faça pose para a foto!!! 
Pensei em responder SIM SENHOR! SENHOR! Retrato feito, cédula documental pronta cinco minutos depois de estarmos naquela lida ele abre a boca pela segunda vez, agora olhando para mim como se tivesse visto alguém chegando no recinto e pergunta com aquela secura do início:
_____ Está boa? 
A. E.: Não! Posso trocar?!
F.(d.)P.: Não!  
A. E.: Não entendi a razão da pergunta... 
F.(d.)P.: (Silêncio...) 
Nada respondeu, em síntese, o que é ruim pode ser "piorado ao quadrado" se depender de pessoas moldadas por burocratas, tecnicistas e afins.
Este não é o caso de perturbar o ego ou baixar a auto-estima, mas a fôrma é igual em todo país para todas instituições públicas. 
Aqui um registro simples do despreparo do funcionalismo público. Eis um fiel retrato 3/4 mais que perfeito: uma história real em que os apaniguados ou "funcionários do povo" - correto seria - mas não se reconhecem por serem vitalícios e terem sua sinecura garantida ano após ano. Fazer o quê? Estamos no Brasil!


    

Comentários

  1. Eu acho fantástica a necessidade dos funcionários públicos em exteriorizarem o seu mau humor.
    Haja paciência, viu!

    Beijos!

    ResponderExcluir
  2. A estabilidade funciona como uma varinha de condão.
    Desinteligentes, pedantes muitos tornam-se sibilas tolos.
    Pagamos todos pela ausência de uma "massa consciente" capaz de colocá-los em seu lugar...

    Abraço!

    ResponderExcluir

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