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Filosofia ponderiana? Isso existe?


Circula na internet esta frase atribuída ao filósofo tupiniquim Luiz Filipe Pondé. Caso seja comprovada sua origem nós atribuímos um ícone ao próprio e aos que concordam com suas asneiras.

Temos a considerar:

Esse é o grande nome da filosofia do Brasil: "Pondé" e suas sentenças que parecem obviedades!? Mas esta não é uma obviedade comum, esta passa por um misto de adoração e alienação histórica que joga para de baixo do tapete todo sangue que derramou aquela nação para construir seu império. Seja em guerras por territórios, seja em guerras por commodities, seja semeando o terror e a intriga na AL (ditaduras).
Atras das cortinas do sucesso americano existe o livro documento chamado "As veias abertas da América Latina". Quem o lê entenderá como, onde e porque estão "bem"; existe também seus embaixadores... 
Um homem simples falar ou pensar o que se atribuí a Pondé seria aceitável, pois não tem a largura de um "filósofo". Ou que se espera ter um filósofo! Esse cara é mais um artífice (como Paulo Coelho) fabricado pela mídia carente de estrelas"! 
Mas por que temos brasileiros capazes de entender que os americanos tem algum exemplo para nos dar?
A vida de uma sociedade começa na escola! Não temos! Começa com modelos de família. Não temos! Começa com vontade política, não temos! (Talvez nestes, não sei, mas temos exemplos melhores na Europa...). Só não podemos fechar os olhos e aceitar cometários de filósofos de araque sem visão holística. Ou daqueles limitados que não aceitam que a verdade tem dois lados: o oficial e o real. Há partes que os livros contam e partes que omitem.
Os reacionários levantar-se-ão como meninos que entregavam jornal: A verdade é única! Extra, extra!
Notaremos: limitados não entenderão que a verdade passa pelo fato histórico e pelo registro. E que prevalece é o registro sempre dependente dos poderes oficiosos do que da verdade de fato. Logo...

Talvez quando nosso povo for menos bitolado em estrelas vãs, consumistas, elitistas, egoístas e levar a política a sério teremos outro país, não como eterno copistas dos EUA, mas como nós mesmos.
Quem sabe quando tivermos filósofos de verdade! Escolas de verdade, políticos de verdade, cidadãos de verdade...

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