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Face da rua universal

Estava há cerca de dois anos atendendo uma demanda que o intrigava intimamente. Por sugestões de amigos devia por a "face" no mundo, também!
O fez! Mas algo não fluía.
Quando botou a face na rua viu muito sobre tudo e nada sobre o que importa de fato. Pretensão? Não!
Os outros que também estão com a face no mundo por motivos diversos têm sensações equivalentes.
Todos insistem em alardear suas alegrias e magoas pela rua universal, contudo não faz sentido para 99 de 100 que estão naquela rua. Então por que não descobrir de fato quem são seus amigos e convida-os a tomar um café, uma bebida, etc?
Mostrar a face para nada serve além de exercer um egoísmo contumaz. Quer-se, ao mostrar, dizer que seus assuntos são importantes e que todos devem ter seu prisma como algo significante; o grande porém é que todos assim pensam e disto está criado a nova Torre de Babel dos tempos modernos: a "socialização do homem em redes cibernéticas"  foi o melhor projeto involuntário de imbecilização das massas. Apagam-se os formatos em que o homem exerce seu papel real e entra um avatar com um apelido qualquer.
Exposição dos vícios, heroificação da vontade, demonstração leviana de boa fé, ritos autômatos e universalização da marcha para uma única rua. Sim! Para que mais te querem com a "face" rua a não ser como mercadoria.
Estudam seu comportamento, seus links, seus hábitos e te mostram o produto ideal para que consuma no fim da grande avenida comercial.
Enquanto não cansar da "face" da rua universal estarás a mercê de caçadores, pescadores, SEO's e afins. Ainda não empalhado és um troféu para todos eles (os buscadores da rua da face universal). Logo cairá na teia, uma armadilha invisível como qualquer outra, no entanto com sabor de doce de criança. A boçalização das massas começa com a sensação de satisfação geral...

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