Pular para o conteúdo principal

Vapores ideológicos

Até na hora de protestar o brasileiro é estranho...
Isto é, não há evolução. Protestantes quebram o bem público (desinteligência). A força ordenada a "quebrar" os manifestantes (que logo passam a ser chamados de vândalos) não são menos bárbaros que as ações escritas na cartilha do "kismo". Tudo parece aquela novela estúpida no ar há 60 anos em horário nobre" (se é que isso existe).  A força é a vontade da "elite" quando esta precisa. Quando deixe estar...
 Uma sociedade não muda com ações de guetos - é preciso que a massa esteja na ebulição em concomitância. Caso não - não teremos mais nada além do classificado como abuso policial de um lado; depredações e feridos do outro.
 É preciso que cada um "desça de seu muro", que cada um diga de que lado está! Se do lado dos corruptores que mantém a população silenciosa diante de uma bolsa preguiça, professores mal pagos, escolas como pardieiros. É necessário apontar a direção para a política - caso não entram as vontades pessoais dos donos do poder. 

 Precisamos dizer que não aceitamos as boçalidades de forças (mimetizados pelo sistema). 
 Devemos dizer que queremos sangue novo na política. Devemos (mais uma vez: descer do muro) dizer qual é o nosso lado, sair da apatia que governa as mentes de parte das massas moldadas pela TV.
Os dois lados precisam abandonar o vandalismo, encontrar um viés dialógico e sustentável. Não há estratégia sem ajustes, sem conversa. O que temos hoje é uma sociedade vivendo a mercê de vapores ideológicos em causas menores deixando as velhas moscas se manterem no poder.  Enquanto boçais digladiam em ruas e praças velhos abutres dão as cartas no em câmaras legislativas. 

Enfim, se não couber o diálogo... Para mudar é preciso que toda base da pirâmide estremeça, somente assim cairão os inúteis (políticos e seus pelegos: lideres sindicais, coronéis, majores, secretários e coadjuvantes) que estão no topo em seu favor ou a favor de sua trupe industrial.   

Base para comentário: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-brecha-que-o-sistema-queria-9834.html

Comentários

  1. Ideia compartilhada no Face, por mais que seja futil a mida social, é um lugar onde algumas vezes as ideias batem suas asas!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Vulnerant omnes, ultima necat

Esta inscrição (título) em Latim (como outras tantas) encerra um caráter excessivamente preciso sobre a vida ou sobre nossas ações e o modo como "não" percebemos o mundo.

Talvez possa induzir fracos pensarem que nada valha fazer porque a ordem de tudo é um fado... Mas o que pensam sobre tal frase os que não se importam com os demais?

Não percebem que caminhamos todos para um nada comum! Homicida não é somente aquele sujeito que tira a vida do outro, mas todos aqueles que impõem suas veleidades sobre os demais para vantagem pessoal.

Qual a diferença de falastrões, profetas, marqueteiros, palestrantes e políticos? Nenhuma...


Em equivalência não atentam para os ponteiros da vida e não entendem o significado dos dias em que "vulnerant omnes, ultima necat*. Que sim, algumas de suas verdades não valem um quinto do que lhe é dado. Que tantas outras que tornariam a vida de "muitos" melhor é deixada de lado... Porém cada um olha apenas para sua marcha como se fosse a mai…

Sartre: o filósofo do nada e da decisão.

Entre as frases mais conhecidas de Sartre está a que diz que “o homem está condenado a ser livre”. Para este filosofo só o egoísmo nos explica. Não o egoísmo de Adam Smith, mas talvez se aproximasse do egoísmo hobesiano não houvesse uma distinção clara entre indivíduo e Estado respectivamente.
É através de uma necessidade egoísta que temos a obrigação de escolher “ou não” (que também é uma escolha, isto é, escolho não escolher). É ai que nasce sua certeza de que existe liberdade na ação do homem independente do seu tipo de escolha: se ação ou inação. Segundo seu pensamento o poder da decisão não é determinado pelas circunstâncias. Se assim fosse teríamos de imaginar que um mundo perfeito deveria existir com circunstancias estritamente agradáveis e imutáveis. Isso é impossível por ser um antimundo, um mundo da ideia, um mundo ilusório. Sua crítica existencialista o obriga a defender a inexistência do divino sobre o homem. Pensamento este que o aproxima de Feuerbach no sentido de dizer que…

Urbanização de São Paulo: Chicago ou Paris?

Em 1878 fundou-se em São Paulo o primeiro sistema de abastecimento de água a Companhia de água e esgoto Cantareira. São Paulo já estava em ebulição, era o destino preferido dos cafeicultores interioranos, também dos imigrantes europeus. 
O processo de urbanização paulistana é uma síntese de contradição copista: os primeiros barros criados para elite indicava europeização da cidade (Campos Elísios, Indianópolis e o próprio Higienópolis que remete a questão da limpeza racial) para clarificar nossa proposição de copistas às avessas havemos de lembrar que diferente do que fizeram os europeus com seus rios São Paulo os matou ou fez com que sumissem embaixo do asfalto (caso Tamanduateí e do riacho Anhangabaú – o primeiro canalizado vergonhosamente sujo e poluído, o segundo sumido da Avenida 9 de julho). Em 1912 inicia-se a canalização do Tamanduateí juntamente com um projeto de aterramento das várzeas deste e do Anhangabaú. Este foi é o primeiro episódio que marca o desastrado urbanismo paul…