Pular para o conteúdo principal

BNDES: banco da elite X Bolsa família: banco de pobre

A nação não abandona seu azo tacanho, vê-se um povo dissecado numa representação simples e embevecida não como lutas de classes que imaginavam comunistas oníricos, mas na aceitação do caótico: os ricos continuam em seus Burgos, hoje palacetes que tomam as antigas fazendas pelos interiores, os pobres pensam que são cidadãos respeitam o Estado e o louvam quando recebem estas esmolas.
Não podemos nos distinguir deste povo, imbecil e desinformado, até porque estamos aqui: onde reina a miséria, a exploração. Onde ainda velhos fazendeiros parecem senhores feudais... (mandam matar se julgarem necessário).
Todos somos vítimas deste sistema falido, ou seja, este capitalismo keynesiano às avessas (o Estado não empresta: doa). O Estado como banco da elite (financiamentos milionários pelo BNDS às empresas estrangeiras ou aos donos do Brasil: Votorantim, Globo, etc.) e das migalhas dos pobres (Bolsa Família para garantir que o pobre não saia de onde nasceu, fique quieto e tenha seu voto direcionado). Este é o Brasil de hoje:


Alguns meses depois de escrever o bla-bla-blá acima encontramos isso: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/08/1331760-presidente-do-bndes-e-chamado-no-senado-para-esclarecer-emprestimos-a-empresas-de-eike.shtml

mais isso:

Para quem não conhece este hospital pobre não tem acesso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vulnerant omnes, ultima necat

Esta inscrição (título) em Latim (como outras tantas) encerra um caráter excessivamente preciso sobre a vida ou sobre nossas ações e o modo como "não" percebemos o mundo.

Talvez possa induzir fracos pensarem que nada valha fazer porque a ordem de tudo é um fado... Mas o que pensam sobre tal frase os que não se importam com os demais?

Não percebem que caminhamos todos para um nada comum! Homicida não é somente aquele sujeito que tira a vida do outro, mas todos aqueles que impõem suas veleidades sobre os demais para vantagem pessoal.

Qual a diferença de falastrões, profetas, marqueteiros, palestrantes e políticos? Nenhuma...


Em equivalência não atentam para os ponteiros da vida e não entendem o significado dos dias em que "vulnerant omnes, ultima necat*. Que sim, algumas de suas verdades não valem um quinto do que lhe é dado. Que tantas outras que tornariam a vida de "muitos" melhor é deixada de lado... Porém cada um olha apenas para sua marcha como se fosse a mai…

Sartre: o filósofo do nada e da decisão.

Entre as frases mais conhecidas de Sartre está a que diz que “o homem está condenado a ser livre”. Para este filosofo só o egoísmo nos explica. Não o egoísmo de Adam Smith, mas talvez se aproximasse do egoísmo hobesiano não houvesse uma distinção clara entre indivíduo e Estado respectivamente.
É através de uma necessidade egoísta que temos a obrigação de escolher “ou não” (que também é uma escolha, isto é, escolho não escolher). É ai que nasce sua certeza de que existe liberdade na ação do homem independente do seu tipo de escolha: se ação ou inação. Segundo seu pensamento o poder da decisão não é determinado pelas circunstâncias. Se assim fosse teríamos de imaginar que um mundo perfeito deveria existir com circunstancias estritamente agradáveis e imutáveis. Isso é impossível por ser um antimundo, um mundo da ideia, um mundo ilusório. Sua crítica existencialista o obriga a defender a inexistência do divino sobre o homem. Pensamento este que o aproxima de Feuerbach no sentido de dizer que…

Urbanização de São Paulo: Chicago ou Paris?

Em 1878 fundou-se em São Paulo o primeiro sistema de abastecimento de água a Companhia de água e esgoto Cantareira. São Paulo já estava em ebulição, era o destino preferido dos cafeicultores interioranos, também dos imigrantes europeus. 
O processo de urbanização paulistana é uma síntese de contradição copista: os primeiros barros criados para elite indicava europeização da cidade (Campos Elísios, Indianópolis e o próprio Higienópolis que remete a questão da limpeza racial) para clarificar nossa proposição de copistas às avessas havemos de lembrar que diferente do que fizeram os europeus com seus rios São Paulo os matou ou fez com que sumissem embaixo do asfalto (caso Tamanduateí e do riacho Anhangabaú – o primeiro canalizado vergonhosamente sujo e poluído, o segundo sumido da Avenida 9 de julho). Em 1912 inicia-se a canalização do Tamanduateí juntamente com um projeto de aterramento das várzeas deste e do Anhangabaú. Este foi é o primeiro episódio que marca o desastrado urbanismo paul…