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O Brasil é uma novela sem graça

Depois do tele jornal o tédio:
A cada dia evidencia-se (claramente sem rebuços) que para estar de bem com a vida é preciso entrar na bolha da idiotice. Deixar que a mídia manipuladora diga o que faz sentido ou não em sua vida.
Há muito que tratamos nestas páginas sobre a imbecilização do povo brasileiro por sua maior representante televisiva e agora suas concorrentes que se replicam.
Há décadas a introjeção do futebol e da novela na mente do povo nos moldes de uma religião tem feito do brasileiro um acéfalo, feliz e obtuso.
Hoje (sexta-feira 19/10/2012) a TV brasileira vangloriava-se de emplacar seu produto mais boçal mundo a fora com picos de audiência equivalentes a um espetáculo esportivo. Com direito a ser lembrada nos principais jornais do planeta (Londres, Nova York, etc.,) como se fosse uma coroação ser lembrado por ingleses ou americanos. Imprensa falando implicitamente da força imprensa - nenhuma reflexão sobre o condicionamento da massa.
Uma coroação SIM! A da manipulação das massas, do esfacelamento da capacidade de pensar das pessoas, de uma sociedade moldada pela demência de um espetáculo anti teatral inserido como paradigma retoscópico provocando identificação dos indivíduos e em concomitância induzindo a sentir-se em semelhança.
Mais uma vez (pela lente da Globo) o brasileiro foi nivelado por baixo! Parvos que entrevistados nas ruas diziam correr para ver o que parte da imprensa vendeu como gran finale  (pois não querem ficar fora da bolha). O último capítulo de uma trama é um capítulo a parte da ignominia do brasileiro. Precisam vender o lixo que a plebe quer e "é" para continuarem faturando. O Brasil não é esta novela! É inferior a ela!
Como se não bastasse tamanho limite de um povo o líder máximo da nação deixa às vistas de todos sua afeição pela sandice coletiva evitando compromissos em determinado horário.
Ainda estupefato com o que via (a novelização da vida real) surge o antes considerável comentarista dos males sociais "Arnaldo Jabor" em defesa do grande feito de sua patroa (a rede Globo de televisão) alegando que "havia neste enredo uma representação do povo e por isso tal identificação". Parecia mentir para si e forçado a aceitar o que dizia. Não parecia convencido dos panegíricos que lançava ao romance, mas lançou!
Ora essa Sr. Jabor perdeu seus créditos em defesa de uma trama tosca que nivela o povo por baixo. Só lhe faltou nos dizer: salve o lixo! Salve o lixo que o lixo é bom, o lixo é o mote do povo! Não espantará a ninguém se sair em defesa do Big Brother Brasil (outra trama para tirar dinheiro do feliz povo brasileiro). Cai agora um comentarista de importantes análises sobre o Brasil para a equivalência de escritores de livros de auto ajuda (Paulo Coelho e Augusto Curi).
Quero manifestar aqui minha vergonha de carregar uma identidade pareada no termo que define milhões de dementes alienados ávidos por qualquer fomento sesquipedal: brasileiro o povo do futebol e da novela. A realidade que fique a parte, pois o povo tem diversão!
Salve Sófocles que disse (há mais de 2400 anos): "quanto mais alegria menos sabedoria". Será que isso explica o povo brasileiro? Sim explica muito bem! A nossa melhor universidade ocupa número 143 no quadro mundial e a TV limita-se a explorar o lado mais patético de um povo! Algo não está certo! Pelo visto nada pode mudar, pois a educação é obliterada dia após dia! Continuaram fomentando o lixo para por na TV. Nossa melhor universidade a "143" continuará formando a ala esnobe e o povo realizando-se em ver-se copiado na novela. Completados e asnáticos, pobres explorados, mas pateticamente bem aventurados Chamamos todas as nossas imbecilidades de 

elementos culturais e morremos assim... Até que surja um 

movimento contrário capaz de despertar e persuadir os 

sonolentos... 

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