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Engodos oficiais

Quando um povo não tem esperanças se sente obrigado a agarrar-se em qualquer demonstração de força, até quando ELA é nada mais que o que se deva fazer...
A tábua de salvação é construída a partir de uma fuga coletiva da realidade e um vislumbrar saudoso de uma utopia necessariamente ajustada a partir do momento crítico desta fuga.
O jovem país democrático ainda fantasiando o futuro como um adolescente entregou as bananas aos macacos, ou seja, o dinheiro a quem só queria dinheiro. Entregou o Poder a uma quadrilha organizada dentro das instituições sindicais; pelegos do jogo duplo. Os sindicalistas são crias quasimodais dos sofistas. Não há dúvidas! Mas o povo se alegra com seus berros de Robin Hood tosco e rouco.
Este é o Brasil que agora tenta, dividido, retomar o sentido de equanimidade e isonomia.
Vai dar certo? Teremos novos ladrões no poder? SIM, pois historicamente nossos governantes são apenas administradores de sistemas. "E" não homens nacionalistas dispostos a lutar por dias melhores para seu povo, mas sujeitos que defendem interesses diversos de nações imperialistas que querem mais que o sangue dos outros. São governantes de causas próprias, sem ideologia para a nação. São, enfim, títeres dos ideólogos de terras equidistantes. Lamento, mas não acredito em vocês!
A arena está posta para a encenação dos engodos oficiais! 

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