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Carta aos brasileiros

Devemos exigir educação pública de qualidade - afinal somos nós que pagamos essa conta. Esse modelo pautado nas necessidades do mercado tende a forjar cidadãos técnicos e acríticos em todos os níveis da sociedade. Estes cidadãos logo lotarão as câmaras e assembleias defendendo tecnicamente sua conta bancária (ou os políticos de sua cidade mostram-se diferentes?).
Quando conseguirmos que maior percentual do PIB (produto interno bruto) seja destinado à educação teremos inúmeros benefícios em longo prazo.
Em curto prazo evitaremos que este valor seja "mal versado" como dizem os políticos evitando, assim, chamar seus semelhantes (vulpinos) de larápios do erário.
Vamos precisar de um exercito de fiscais (o povo) para acompanhar os milhares de prefeitos e as centenas de milhares de vereadores afoitos, ávidos pelo enriquecimento, pois já descobriram que só tem vantagem financeira neste país quem está ligado ao Estado, seja em cargo concursado seja em cargo eletivo, eis o caminho das benesses, da alta roda de amizades, dos conchavos, dos acertos em que o povo é tornado limbo da nação - relegado ao último plano -, pois não conhece o que poderíamos chamar de direitos e deveres, não entendem que o Estado é uma globalidade nacional e não "é" este ou aquele político ou magistrado. Desinteressado e disperso o povo paga pelas alegrais de uma cambada togada e outra de paletó (falo de grupos de inúteis e corruptores alocados nas esferas de todos os poderes constituídos) faturando duzentas vezes o que recebe um trabalhador que não teve chances de se educar.
Eis o retrato 3/4 de um país sem educação de qualidade em que os cargos eletivos de maior importância para o pais (presidência e governadores) são tratados pelas agências de publicidade como um produto qualquer adaptado ao gosto do cliente (o eleitor).
O eleitor desatento compra um presidente ou governador fabricado pelas agências de marketing. Não pelo que este represente de fato, mas exatamente aquilo que tenha como projeto de líder torna-se vestimenta  do candidato mediante percepção do mercador (o dono da agência). O produto (o político) eleito deve a muitos, menos ao povo, pois nunca o viu como fim, sim como meio.
Como é um produto e menos um político não reconhece seu povo nem tem préstimos pela sua nação.
Somente uma educação de qualidade pode fundar um patriotismo equilibrado e políticos comprometidos.
Políticos do presente tem neste projeto de iniciativa popular a chance de provar que são patriotas, que amam sua nação e não estão legislando em causa própria (como sugere as inúmeras denúncias: tanto do ministério público quanto da imprensa quais no dia seguinte se tornam mais um causo das páginas policiais). Tem nesse projeto a possibilidade de mostrar que o povo é seu fim e não seu meio de manter-se no poder.
Chega de pão e circo para o povo! Chega de Vespasiano (s) no poder! Educação sim é o melhor caminho para um país que se pretenda igualitário o resto é balela. 

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