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Análise tautológica ou prolepse?



Tudo é a mesma coisa? Ou não?

Por outras páginas deste sítio se encontrar a palavra "mesmo", suas variações ou o termo "coisa" vais me dar conta de terrível lapso de memória.

Queria, certa vez, tratar de paragrafação, diagramação, estrutura textual, etc..

Disse então aos presentes:

- Antes de entrar neste assunto quero que risquem de suas mentes as palavras mais faladas em toda a terra, nem por isso significativas. Na realidade não dizem absolutamente NADA. São elas: "mesma e coisa".

Não sou filólogo, mas tenho a impressão que foram criadas por políticos, pois encobrem dezenas de outras possibilidades linguísticas e verdades possíveis.

O burburinho de contrários e favoráveis me levou a deixar de lado a diagramação e partir para (particulares) razões lexicais de exterminador de palavras toscas:

- Na linguagem oral, talvez, pela nossa incapacidade de arranjar termos condizentes e precisos instantaneamente elas (mesma e coisa) se tornam úteis e para alguns necessárias.

"Mesmo" (a) é um pleonasmo de tudo, pois indica uma volta sem razão ao ponto original. E tudo é a mesma coisa? Há quem diga que não. Então não é só um pleonasmo: é uma mentira linguística. "Coisa" não é nome de vazio e em concomitância nomeia "tudo". Note que nem tudo é a "mesma coisa" e se fosse não precisaríamos de nomes para mais nada. Logo nada também seria a mesma coisa.

Quando digo: faça a si! Não preciso dizer: faça a si mesmo! Quando assim falo gero um pleonasmo sem porque.

Para quem defenda que "tudo é a mesma coisa" e seu uso digno. Havemos de dizer que se promoveu com isso, somente, uma "locução" ou um longo antônimo para o termo "nada".

"Mesma e coisa" são partes de uma colônia de bactérias. No uso oral é vicariante, não inteligente, supre, não resolve com clareza necessária.

Coisa e mesma são exames tautológicos do que não se sabe dizer; metonímia do abstrato; razão do ininteligível; eufemismo do inimaginável; catacrese do falar - instante de insuficiência mnemônica, etc.

Contentaria pensassem não necessitar dos termos supracitados e poderem enriquecer o vocabulário (estão ditas as razões).

É um caminho para sair da estagnação e dar a mente desafios mais agradáveis. Esta é a pretensão de ler e escrever.

Quanto a paragrafação...

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