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Preconceito: Bem Cosmopolita

                                       

Por este vídeo é possível notar que a apresentadora faz uma leitura concisa da realidade sobre um cenário caótico que se encontra a boçalidade e a soberba dos "filhinhos de papai" (os jovens burgueses tupiniquins) de todo país. Filhos dos filhos da ganância (empresários, políticos, trambiqueiros, acionistas, especuladores, dirigentes disso ou daquilo) Pensam que o melhor modelo de vida é sobrepor-se ao próximo. Irão dizer: "Mas isso não é privilégio nosso. Preconceito é um bem planetário"! Concordo! Mas a vida é só isso?
Ricos e alienados. Felizes com "seus dinheiros" que tudo compram (legais e ilegais: que o digam os comerciantes bolivianos e colombianos) sem compromisso com a sociedade como um "todo", mas iguais a sua ascendência, com o diferencial de não saber calar suas maledicências - por um motivo simplório: sabem que seu dinheiro e o nome de seus pais podem livrá-los até de punições mais severas, em alguns casos, não se limitam a ofensas verbais, mas vão de agressões a assassínios. 
Constantemente observo filhos de nordestinos - na parte sudeste do país - quererem fugir dos estereótipos, que são taxados seus pais, praticarem formas veladas de preconceitos em arquétipos zombeteiros tidos (já) como aceitos e normais  pela grande massa, ou seja, insistem na inferiorização do nordestino em qualquer diálogo até mesmo em momentos que se afiguram mais ignorantes que este povo em grande parte privado do conhecimento sistematizado. Não que o conhecimento organizado dê esse direto a alguém, mas estes "incapazes" de entender as relações sociais (não só jovens filhos da elite) nada vão além de conhecimentos alavancados em um teto tecnicista operatório. Técnicos do direto, técnicos de administração, técnicos para todos os fins do capitalismo, ou seja, a sociedade tem formado bonecos para demandas de produção do que seja moda na sociedade gerando sujeitos incapazes de refletir e respeitar as diferenças culturais, limitados a atitudes lamentáveis mostram que pouco sabem sobre humanidade nem realidades próximas.
Que fique claro nesta louvação a minha terra meu desprezo à uma "elite política hipócrita" remanescentes de um "coronelato" que mantém parte o povo na ignorância para tirar proveito disso ou roubam descaradamente as verbas distribuídas pelo poder Federal - não me refiro aqui as bolsas esmolas que dão alguns governos criando currais eleitorais legais e um bando de desocupado satisfeitos em sub existir como esmoler assalariado. 
A verdade é que temos milhões de “Mayaras, Tamires ..." Se são o Karma dos nordestinos assim tanto o brasileiro é o tormento do pretenso "mundo civilizado" - notamos que não há solução aparente. O que sobra são ritos sociais autômatos explicados no individualismo animalesco e egoístico próprio do ser humano formado num estado de emulação diuturnamente. 
Dia desses li uma reportagem que falava de como o brasileiro, independente de ser paulista (e sem falar de outras nações), é tratado fora de suas paragens (mesmo sendo nações supostamente amigas ou amigáveis). Isso significa que as sociedades não se respeitam e Jamais se respeitarão. 
Estamos todos imbecilizados defendendo algo que não nos pertence, mas nos disseram que são "nossos valores". Vivemos as bestialidades apoiados nas formas de "poder" ou na busca dele; seja financeiramente, seja por status, seja por egoísmo, fingimos sermos "humanos" melhores que os outros.
Quantos com a mesma cabeça da Mayara não serão líderes devido a sua graduação? Quantos não já estão no supremo poder, nas Câmaras e Assembleias fazendo nada ou tramando para encobrir Cachoeiras, Genuínos Pallocis, Dirceus? Zombando não só dos nordestinos, mas da nação inteira! 
Acorda para EDUCAÇÃO Brasil!!! Acorda para o "voto" enquanto há tempo... 
Estes indivíduos são limitados, não há duvidas! Não respeitam outras culturas dentro de sua nação, entretanto seriam capazes de lamber as vísceras de um povo alóctone. Seus sobrenomes denunciam isso. Talvez por serem meio irmãos do primeiro mundo, mas quem não o "é" no Brasil? Conheço pouco da História, mas o suficiente para não ter orgulho de ser descendente de europeus. Somente os alienados incapazes de compreender as instâncias da realidade são dados a estes tipos de imbecilidades (pré-conceitualizar). Querem ficar suas bandeiras menosprezando um povo humilde, em alguns casos, sem perspectiva de vida; muitos abaixo da linha da pobreza explicada neste "sistema de exploração" que temos orgulho de fazer parte e chamamos de "progresso". 
Fato é que essa falta de compromisso com o próximo (no sentido cultural, ambiental e social) esfacelará ainda mais as relações desta sociedade mecanicista. 
Esse parece ser o caminho natural: o homem matando ou manietando a mente do outro para se sentir bem...

Comentários

  1. Interessante ver que ainda existem pessoas que se preocupam com o que muitos já nem notam, ver que você assim como eu, honra a origem que tem. Também sou filho de nordestino, meu pai por sinal um bom homem, criou os filhos sem ao menos ter estudo ou riquezas, mas nos deixou a maior das heranças, o orgulho que nos leva a erros e acertos, mas que sempre nos lembra de onde viemos e porque chegamos tão longe.
    As pessoas "comuns" esquecem que boa parte do que foi costruido hoje, saiu do suor de um nordestino, ou pensam que algum riquinho metido a besta construiria uma escola ou prédio com as próprias mãos.
    Sabe, eu poderia ser tudo na vida, ser um advogado, ser um cara famoso ou mesmo ser um "qualquer" oprimido pela vida e descontando minha raiva nas pessoas "diferentes" de mim... mas sabe, prefiro ser assim: " uma continuação do que meu pai foi, com muito orgulho de ter sangue nordestino "

    Abraço.

    Ps: toda empresa tem pessoas que usam o saco do chefe como corrimão pra subir na vida, meu amigo.

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  2. Fico feliz com seu comentário. Bom é saber que não estou só. Sempre pensei que o homem deve ter a capacidade de indignar-se, caso contrário não justifica-se sua existência. Vejo que muita gente perdeu esse senso e vive em troca de fantasias e deixa de lado o respeito ao outro. Sei que nada vai mudar, mas não quero perder o senso de indignação com o que creio ofender a humanidade do outro.

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