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O que é informação?



Para que servem os veículos de comunicação? Ou a pergunta deveria ser: a quem servem os veículos de comunicação?

Ciente de que não teremos uma resposta convincente resolvemos fazer também um resumo desta semana TOSCA em relação a mídia do Brasil que trata o lixo como luxo (salvo raríssimas exceções).

Três exemplos de notícias inúteis que cansaram a paciência de brasileiros aptos a pensar: Ronaldo Gaúcho (do futebol: instrumento de alienação de massa), Daniel ( participante do reality show da TV oficiosa que se institui como suprema) e aquele boçal esnobe da Paraíba que numa propaganda não perdeu a oportunidade de se mostrar elite, logo virou chacota nas redes sociais (Só faltou o jargão humorístico: "Paraíba! Está aqui o meu cartão").

No primeiro caso (Ronaldo) percebe-se a construção, sustentação e espera da exemplificação regular do “mito” (aqui comercial, afinal o jogador tem de dar bons exemplos para que os novos favelados tenham objetivos de vida...).

O herói do povão não pode falhar...

No segundo (Daniel) a reação orgânica foi superior as convenções, ou seja, uma das múmias confinadas (Big Brother Brasil) para alegria da massa (anencéfala) responde aos instintos mais animais que convencionais (a vida humana é estomago e volúpia o que passa disso é protocolo), mas na sociedade ocidental que tem a ética e a moralidade como espectro surgido o escândalo é transformado em prazeres com gosto de vingança clerical; lembra inveja, mas é sempre uma parodia limitada a ridicularização geral, logo elevados a notícia do dia. Para fechar o espetáculo o Estado diz querer entender o que aconteceu... Enquanto na vida real as instituições estatais não estão tão aplicadas assim... (veja o texto: Ação, reação: inação).

Para a garota paraibana que teve seus 15 minutos de fama vendida na soberba de seu pai: um típico explorador e mantenedor da desigualdade social visto que seu pedantismo aflora no prazer do destaque e da ostentação resta a esperança de uma vida supérflua. Prova disso fora o rápido atendimento aos chamados comezinhos para aparecimentos fugazes. 

Coitados de todas estas personagens! Utilidades mercadológicas a fim de um quinhão "bem aventurado".

Coitados de nós obrigados a receber o lixo que produzem em suas vidas como se nos fosse útil.

Tudo isso nos mostra uma mídia incapaz ou sem vontade de refletir sobre a importância de suas veiculações e um povo acrítico preso a vontade desesperadora do presenteísmo, do gozo onanístico e na gana capitalista sobrepujando o bom senso. Já não se sabe diferenciar informação de espetáculo midiático.

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