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O circo político


Imagine um circo! É muito bom... Lá rimos da pureza dos acontecimentos.
Imagine o mundo real, imagine o mundo da política, da diplomacia, dos protocolos, das atitudes suspeitas, das emulações, das convenções, dos fatos históricos.
Imagine um circo misto, ou seja, a fusão desses dois mundos – o real e o imaginário, o jogo de cena. A autêntica Teatrocracia onde só se deliciam do riso os “donos do circo estatal”.  
Empossados pelo Sistema (Estado) ou apadrinhados mais parecem atores dum teatro mambembe querendo receber os trocados assim que acabe o espetáculo e fechem-se as cortinas. Aliais sob as cortinas baixas as cenas têm sido dantescas no teatro político brasileiro. Péssimos atores descomprometidos alienados e negando sua causa.
Na grande armação estatal temos barracas de todos os gêneros. Barracas de deputados famosos pela dança da pizza, outros videntes que ganham na loteria 300 vezes,  figuras honor is causa analfabetos funcionais, publicitários chefes de quadrilhas, o tugúrio de Ali Babá e seus quarenta deputados e a mais nova: a barraca do tiro ao alvo ministerial (todos os dias saem prêmios neste bazar quais alvos são as fileiras dos poderosos ministros que não tardam vertem derrubados).
Esquisito neste jogo que não é a oposição que atira, mas sim os comparsas dos lucros. Ah se não fossem vocês comparsas traidores! O povo estaria perdido! Bom, mas se dependemos destes algo me diz que já estamos perdidos.
Socorro Senhora Ética! Senhor Moral! Onde está vossa Excelência?


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