Pular para o conteúdo principal

As mentiras. E nós?


“Secretário de esportes de cidade é exonerado por suspeita de contrafação, não se sabe se é coincidência, mas seu cunhado, um Ministro de Estado, também é investigado por corrupção.”

A corrupção está parecendo, então, um mal da família brasileira?
Se essa questão estiver próxima da verdade em breve teremos a naturalização da prática corruptiva,  ah finalmente teremos paz! Os jornais não serão mais recheados de escândalos que zombam da população, os canais de TV e rádio não precisarão entrevistar com exclusividade um dos poucos "Deputados honestos" ou aquele sujeito que prega a moralização dos partidos, pois todos serão iguais, o povo não precisará se lamentar por haver uma minoria esboçando defesa da dignidade política, uma vez que falaremos a linguagem da ganância juntos. Não precisamos ficar irritados porque nos roubaram mais uma vez. Nos bastará querer chegar lá também para pegar nosso quinhão.
Neste momento tenho uma sensação estranha, uma vertigem: não sei se estou falando do futuro ou do presente, estou confuso. Bom..., devem ser esses escândalos diários que me deixam atônito, mais pobre, inculto, confuso, sedento de justiça, vendido, com vergonha de ser brasileiro, nem sei mais o que dizer de mim e deste pobre povo que vive dos enganos globais.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cabelo ao vento

Que passas... (?)
                    Ao luar;
Quais sinas... (?)
                    Hão aquietar;
Que mares... (?)
                   Há de singrar;
Dos amores!
                   Feliz, amainar;
Da sagacidade...
                   Intuspecta cor – relumar;
Do cabelo a brisa...
                   Sibilista olhar;
Por Febe semp’ terna
                   Há d' estar.


Vulnerant omnes, ultima necat

Esta inscrição (título) em Latim (como outras tantas) encerra um caráter excessivamente preciso sobre a vida ou sobre nossas ações e o modo como "não" percebemos o mundo.

Talvez possa induzir fracos pensarem que nada valha fazer porque a ordem de tudo é um fado... Mas o que pensam sobre tal frase os que não se importam com os demais?

Não percebem que caminhamos todos para um nada comum! Homicida não é somente aquele sujeito que tira a vida do outro, mas todos aqueles que impõem suas veleidades sobre os demais para vantagem pessoal.

Qual a diferença de falastrões, profetas, marqueteiros, palestrantes e políticos? Nenhuma...


Em equivalência não atentam para os ponteiros da vida e não entendem o significado dos dias em que "vulnerant omnes, ultima necat*. Que sim, algumas de suas verdades não valem um quinto do que lhe é dado. Que tantas outras que tornariam a vida de "muitos" melhor é deixada de lado... Porém cada um olha apenas para sua marcha como se fosse a mai…

Sartre: o filósofo do nada e da decisão.

Entre as frases mais conhecidas de Sartre está a que diz que “o homem está condenado a ser livre”. Para este filosofo só o egoísmo nos explica. Não o egoísmo de Adam Smith, mas talvez se aproximasse do egoísmo hobesiano não houvesse uma distinção clara entre indivíduo e Estado respectivamente.
É através de uma necessidade egoísta que temos a obrigação de escolher “ou não” (que também é uma escolha, isto é, escolho não escolher). É ai que nasce sua certeza de que existe liberdade na ação do homem independente do seu tipo de escolha: se ação ou inação. Segundo seu pensamento o poder da decisão não é determinado pelas circunstâncias. Se assim fosse teríamos de imaginar que um mundo perfeito deveria existir com circunstancias estritamente agradáveis e imutáveis. Isso é impossível por ser um antimundo, um mundo da ideia, um mundo ilusório. Sua crítica existencialista o obriga a defender a inexistência do divino sobre o homem. Pensamento este que o aproxima de Feuerbach no sentido de dizer que…