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Humano rococó, apesar de...


    • Não saber do fim, mas saber dos fins;
    • Buscar veleidades alheias, se próprias algo já infundido e naturalizado pela práxis;
    • Horário para: acordar, comer, ser transportado (como animal) ou, viver em filas nas ruas ocupando a cápsula particular, chegar, sair, rezar (não faço nem conheço quem faça, contudo os proselitistas estão comprando de canal de TV a petróleo), deitar: onanismo - e finalmente perde-se disso tudo num novo sono; horário para: acord...
    • Servir,   respirar fumaça dia e noite;
    • Devastar a fauna e a flora - viver em escaramuças diárias com a natureza: nosso pão;  
    • Não reconhecer o próximo como parte de nós, fingir superioridade: enganar a si;
    • Criar regras, condicionar pela persuasão e por opressão;  
    • Gerar guerras: morticínios, fome, hecatombes, sede, desolação;
    • Viver sob a usura do Estado e de um sistema prostituído justificado numa falsa eugenia;
    • Aceitar mentiras legalizadas;
    • Aguentar a loucura das religiões que juram ter o caminho da salvação (queria me salvar de seus arroubos que promovem o caos e a limitação do homem em uma figura estática, em palavras, ideias ou ideais monótonos);
    Relações carregadas de emulação. Causas venais. Ideias à outrem custam submissão.
    Apesar do frenesi tacanho da "sociedade do desejo e das realizações" multiplicamo-nos como uma colônia de bactérias sobre um planeta moribundo acreditando num além-idílico ou numa realidade impossível.

    O homem é o fim do homem.





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                    Ao luar;
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                    Hão aquietar;
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                   Intuspecta cor – relumar;
Do cabelo a brisa...
                   Sibilista olhar;
Por Febe semp’ terna
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