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Asno de engenho II

Olhai para o Estado (até o Estado democrático de direito). Continue a olhar e sinta a não linearidade da sua utilidade em relação ao bem-estar do cidadão. Nenhum deles.  Especialmente daqueles que utiliza como trincheira contra o crime (polícia, seu braço executor). 

A sociedade precisa de gente para engendrar e fomentar o PIB. Como sinto falta de ouvir falar de Malthus!!!

Ao sujeito vítima das novas sociedades estamentais modernas cabe o subemprego. Aos líderes cabem a honrarias de dia e propinas a noite.
Aqui no chão da fábrica ou no quartel -  devido aos inúmeros graus de classificação em cada profissão - o indivíduo imagina poder evoluir e deixa de entender sua condição de boneco, marionete social jurando buscar a satisfação plena enquanto "ser" da tal sociedade. Nisto constitui sua primeira cova: a projeção de uma profissão em que julga usar seus poderes de homem da para o bem de todos; pensa poder salvar a humanidade da vilania de uns.
Na prática de suas funções percebe que existe mais que um "algo errado": não há ninguém para salvar ou que valha seus esforços de "super homem da lei".
O nosso herói fabricado pela ineficiente escola pública torna-se um serviçal do Estado. Decepcionado por não ter encontrado nenhum exemplo melhor que a si próprio (por sua visão de mundo) deteriora-se. Funda seu modelo particular de sobrevivência nos moldes do crime, aceita o teatro do funcionalismo ou abandona sua arena chamada corporação.
O super homem da lei enquanto cidadão frustrado pode ser o pior dos criminosos, pois sabe mais que um criminoso comum. Pensa já não ser mais um asno de engenho como os demais cidadãos comuns. Isso não deixa de ser uma verdade, pois como outros milhares seus benefícios sociais, em detrimento a milhões, estão garantidos. Depreende-se que o Estado é o profeta que não salva, o pastor que não conduz; tal qual profetas, tal qual pastores. O Estado é uma falsa idéia de sociedade baseada no poder de poucos para privilégios de alguns e escravidão de todos que estejam distantes do seu veio: vivendo a numa nuvem de fumaça jogada na cidade pelos eleitos do dia;  à moda dos mágicos: seguimos as vontades alheias.

A única verdade válida é a fundada por seu alter ego, as outras, desconfie.

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