A moda, há algum tempo, é vender livros de autoajuda ou lançar orações otimistas ao vento. Logo - não custa tanto - estas serão o alimento dos tolos que adoram frases feitas e bem acabadas, algo como se a vida fosse um bendito programa de televisão dominical: cheio de efeitos, luzes, ribaltas, dançarinas gaias, sorrisos plásticos e afins. Em autoajuda não há nada diferente que em dizer: 2 + 2 = 4, no entanto alguns escrevinhadores desta modalidade empresarial vão além e dizem que 2 + 2 é = 22 basta que você queira... Ou seja, como existem diversas formas de dizer o óbvio - a autoajuda sobrevive. Torna-se uma "fabriqueta de perfumes" do essencialismo natimorto do tomismo - de odor símile tanto em evaporação quanto em preço. O grande diferencial deste perfume é que ao invés de proteger o indivíduo por fora - inverte-se criando-se um invólucro endógeno tal maneira que a armadura deste novo homem o engana - o faz a...
Anarquia, paralogismos e afins! O Viés do óbvio.