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Amor: Convenção social número III

    Não demora muito e começa-se a entender a vida de uma maneira muito particular.     Entrando na fase racional da vida o indivíduo se sente extasiado ao lembrar-se da poesia épica de Camões e entende todo aquele apogeu vicejante de suas palavras como uma verdade suprema. Afinal o amor parece de fato "fogo que arde e não se vê ferida que dói e não se sente", mas até onde isso é verdade?     Onde acaba o "amor" sonho lírico sustentáculo do desejo? Ou a questão seja só ‘onde acaba o desejo? Talvez acabe na convivência, no jogo de poder que se desenvolve, implicitamente, em algumas relações, nas incompatibilidades descobertas na rotina ou na simples mudança de ponto de vista de um dos sujeitos da união.     O que molda as atitudes não é exatamente o amor, mas o desejo, a excitação que precisa tomar uma nova cara, uma fórmula de acordo com um "certo" contorno que privilegia o ego dos envolvidos. En...