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Cidade das máquinas: a morte de um humano crônico.

      Um sujeito introspectivo, face impávida, olhar penetrante, parecia absorver do outro o que é de fato além de sua sombra que perambula pelas ruas, pois sempre dissera que o que somos não é para que o outro saiba e essa interrogação que mostramos seja nossa grande defesa. Via nas sombras então. Era assim que percebia alguns transeuntes sociais. Sombras que desejam,  que buscam. Que não sabem porquê nem para quê.       Pensava sobre as questões: da água, do clima, na seca, na usura um dos motores da sociedade. Desembarcou do coletivo. Seguiu. Notou o lixo na calçada dita mais nobre e elegante da cidade de "São Parvos¹". Olhou em volta. Via uma miragem, tudo estranho, mas não muito diferente dos últimos anos. Pessoas robotizadas, movimento apressados, trágicos e cômicos, no lugar das cabeças cifrões enormes. Óculos escuro para disfarçar a empáfia. Uma quimera do alter ego dos indivíduos.       Continua a andar....