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Doença literária

A autoajuda antes de ser uma pecha social do pós-modernismo é uma doença literária que ataca escritores e leitores. Se pretende antídoto, no entanto é o próprio malefício. Uma indefinição de si outorgada a outrem a tentativa de se planificar num modelo dado e acabado, ou seja, o sujeito reconhece a dificuldade de se encontrar em sua indefinição existencial forjar-se num padrão que negue as aventuras naturais das auto descobertas e pauta-se num modelo estrategicamente aceito pela maioria como meio de sobrevivência: a mentira! O lodo do lago essencialista. A vida é nada de formas perfeitas e bem ordenadas, nada de padrão, apenas uma ordem a seguir: a ordem do desejo que é tão inconstante quanto a perfeição que se impõem nos paradigmas, seja isso, anteposição e planificação que são por si mordaças imputadas confluídos nos moldes institucionais. Dizem os profissionais da autoajuda: “seja feliz agora”; “o possível é o que você pensa de você”. E muitas outras frases de efeito motiva...