A certeza é a primeira morte, a segunda é a visceral paixão por algo ou alguém. Assim como não escapamos de ambas devemos colher o que há de melhor nelas. Nas nossas certezas estão nossas paixões e vice-versa, então como vivemos numa intensa busca realizadora nem sei do que - nada custa não ter certeza de nada para que a vida não pareça um roteiro escrito por quem lhe aprouver. Aliais os indígetes que assistimos (como única fuga para o real ou do real) estão em nosso imo desde que o temos - num senso patético impregnado de vontade, gozo e realização pululamos as cidades fingindo ser bem aventurados e estarmos bem, sempre com um sorriso plástico pronto para a quimera da satisfação. Veja a síntese do mito e o que transformou em religião, As regras, a moralidade e a ética. Todos os elementos espectrais. Certeza é terreno infértil. Sim e não nos matará! Certo de vida fruir é rota de desejo. Nisto passamos a ser subproduto ou apenas um produto criado pelo próximo para ...
Anarquia, paralogismos e afins! O Viés do óbvio.