Pular para o conteúdo principal

Mundo animal

O homem se ressente da necessidade de ser diferente dos animais e para isso auto classificou-se como humano.
O primeiro ato para fugir da condição primata é a invenção de deuses da vida póstuma, pois não aceita sua finitude breve.
Nesta tarefa cada povo, como que em modelo de manada, criou seu Deus.
Assim se divertem tanto com o "bem quanto com o mal". Um deus é uma panaceia.
Sua linguagem o ajuda, apenas, a enganar a si. Um meio não muito inteligente de isentar-se dos danos que provoca aos outros animais.
Deus é uma "super consciência" da linguagem capaz de atravessar gerações, aniquilar povos, substituir outros deuses, determinar modelos existenciais, etc.
Usando a linguagem como ferramenta de engano geral e sob a tutela de um protetor o homem massacra, humilha, sacrifica e devora outros animais. Em seguida busca pureza através de templos que construíram em nome dos limites que seus antepassados criaram.
Sobrepondo qualquer sentimento de culpa pelas mazelas a outras vidas. Ser vegano?! Não, é radicalismo. Dirão os amantes do churrasco. Vegetariano?! É exagero. Dizem os glutões.
As contradições relativas as posturas são visíveis, porém não se reflete sobre. É preferível permanecer nos moldes que ofereçam prazeres. Eis o fim das buscas de todos os viventes! Prazer.
Por Ele toda lógica é subvertida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A pedagogia da existência e a pedagogia da essência.

Resenha: A pedagogia e as grandes correntes filosóficas.  A pedagogia da existência e a pedagogia da essência.  (Bogdan Suchodolski) É apontado como espectro fundamental da questão dos entendimentos pedagógicos, isto é, a linha inicialmente escolhida delimita o campo interpretativo indicador da realidade pretendida para a área em questão. Pedagogia de Platão e pedagogia Cristã A diferenciação do mundo da “ideia perfeita” e do “mundo das sombras” não é exógena ao ser, mas imanência diante das buscas e realizações. A busca da realidade ideal funda a pedagogia da essência ou como dizem: sua essência verdadeira. Para Platão o conhecimento vem das “reminiscências observadas no mundo da ideia perfeita”. A pedagogia cristã reformulou este pensamento rompendo com o empirismo apoiando-se na ideia de um mundo ulterior e adequado a vida do espirito. Ainda sob influência da filosofia o cristianismo se apega a propósitos peripatéticos no conjunto antinômico matéria – fo...

O homem da cabeça de papelão ~ Autor: João do Rio

No País que chamavam de Sol, apesar de chover, às vezes, semanas inteiras, vivia um homem de nome Antenor. Não era príncipe. Nem deputado. Nem rico. Nem jornalista. Absolutamente sem importância social. O País do Sol, como em geral todos os países lendários, era o mais comum, o menos surpreendente em idéias e práticas. Os habitantes afluíam todos para a capital, composta de praças, ruas, jardins e avenidas, e tomavam todos os lugares e todas as possibilidades da vida dos que, por desventura, eram da capital. De modo que estes eram mendigos e parasitas, únicos meios de vida sem concorrência, isso mesmo com muitas restrições quanto ao parasitismo. Os prédios da capital, no centro elevavam aos ares alguns andares e a fortuna dos proprietários, nos subúrbios não passavam de um andar sem que por isso não enriquecessem os proprietários também. Havia milhares de automóveis à disparada pelas artérias matando gente para matar o tempo, cabarets fatigados, jornais, tramways, partidos nacionalis...

Cabelo ao vento

Que passas... (?)                     Ao luar; Quais sinas... (?)                     Hão aquietar; Que mares... (?)                    Há de singrar; Dos amores!                    Feliz, amainar; Da sagacidade...                    Intuspecta cor – relumar; Do cabelo a brisa...                    Sibilista olhar; Por Febe semp’ terna        ...