Pular para o conteúdo principal

Vapores ideológicos II - a febre

A que ponto o atraso mental, que desde sempre, nos induz as religiões? Seja M, B, J, A nada fizeram além de prometer o utópico pautado em castigos apocalípticos ou recompensas oníricas.
Jim Jones, aiatolás, Reverendo Moon, Edir Macedo, todos os papas e tantos outros (ricaços) que se filiaram aos primeiros - o que fazem (ou fizeram) além de coibir a humanidade dos demais ou subtrair parte do fruto do trabalho de cada "um" tornando este "trabalho capitalizado" um naco de seus templos afortunados? Os elementos acima mudaram o mundo ou fizeram o mundo assim? Uma peta, uma patranha com gosto de "doce criança" para alguns e um inferno dantesco para outros.
A febre é repassada de geração a geração, no entanto nada se pode fazer além de um espernear verborrágico, flébil e sem eco. Morrem as mulheres muçulmanas, morrem os mitos gregos (delineadores das sociedades ocidentais), morrem os aspectos folclóricos das nações, morrem as almas inquietas provocadoras do saber (caladas), morrem todos em prol de dogmas estatizados (braços da política), mas quem se importa? Se o que importa é "vencer" (derrotar o oponente) nestas sociedades teatrocráticas ou teocratizadas. 
____________________________ 
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/10/27/arabia-saudita-condena-15-mulheres-que-protestaram-dirigindo-automoveis/

Comentários

  1. O que vc faz para mudar o mundo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O que você faz Anônimo? (A resposta a seguir subentende que esta é a terceira ironia anônima)

      Eu faço uma dezena de coisas - iria adorar saber...

      Não sei fazer marketing pessoal nem proselitismo - tenho asco.

      Vi que quer seguir alguém, que precisa que lhe deem um norte. Te adianto: aqui não encontrarás o conforto e a

      suavidade que vendem os milagreiros de plantão em púlpitos bem talhados. Não somos panaceia nem a

      pretendemos. Às almas dadas ao vento, sem firmeza da razão, lamentamos sua prisão a espetáculos que melhor

      foram retratados por Dante, lastimamos todos os medos que lhe imputaram no espírito qual em vida projeta,

      postumamente, outra vida enquanto mingua nesta.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A pedagogia da existência e a pedagogia da essência.

Resenha: A pedagogia e as grandes correntes filosóficas.  A pedagogia da existência e a pedagogia da essência.  (Bogdan Suchodolski) É apontado como espectro fundamental da questão dos entendimentos pedagógicos, isto é, a linha inicialmente escolhida delimita o campo interpretativo indicador da realidade pretendida para a área em questão. Pedagogia de Platão e pedagogia Cristã A diferenciação do mundo da “ideia perfeita” e do “mundo das sombras” não é exógena ao ser, mas imanência diante das buscas e realizações. A busca da realidade ideal funda a pedagogia da essência ou como dizem: sua essência verdadeira. Para Platão o conhecimento vem das “reminiscências observadas no mundo da ideia perfeita”. A pedagogia cristã reformulou este pensamento rompendo com o empirismo apoiando-se na ideia de um mundo ulterior e adequado a vida do espirito. Ainda sob influência da filosofia o cristianismo se apega a propósitos peripatéticos no conjunto antinômico matéria – fo...

O homem da cabeça de papelão ~ Autor: João do Rio

No País que chamavam de Sol, apesar de chover, às vezes, semanas inteiras, vivia um homem de nome Antenor. Não era príncipe. Nem deputado. Nem rico. Nem jornalista. Absolutamente sem importância social. O País do Sol, como em geral todos os países lendários, era o mais comum, o menos surpreendente em idéias e práticas. Os habitantes afluíam todos para a capital, composta de praças, ruas, jardins e avenidas, e tomavam todos os lugares e todas as possibilidades da vida dos que, por desventura, eram da capital. De modo que estes eram mendigos e parasitas, únicos meios de vida sem concorrência, isso mesmo com muitas restrições quanto ao parasitismo. Os prédios da capital, no centro elevavam aos ares alguns andares e a fortuna dos proprietários, nos subúrbios não passavam de um andar sem que por isso não enriquecessem os proprietários também. Havia milhares de automóveis à disparada pelas artérias matando gente para matar o tempo, cabarets fatigados, jornais, tramways, partidos nacionalis...

Vulnerant omnes, ultima necat

Esta inscrição (título) em Latim (como outras tantas) encerra um caráter excessivamente preciso sobre a vida ou sobre nossas ações e o modo como "não" percebemos o mundo. Talvez possa induzir fracos pensarem que nada valha fazer porque a ordem de tudo é um fado... Mas o que pensam sobre tal frase os que não se importam com os demais?   Não percebem que caminhamos todos para um nada comum! Homicida não é somente aquele sujeito que tira a vida do outro, mas todos aqueles que impõem suas veleidades sobre os demais para vantagem pessoal. Qual a diferença de falastrões, profetas, marqueteiros, palestrantes e políticos? Nenhuma... Em equivalência não atentam para os ponteiros da vida e não entendem o significado dos dias em que " vulnerant omnes, ultima necat *. Que sim, algumas de suas verdades não valem um quinto do que lhe é dado. Que tantas outras que tornariam a vida de "muitos" melhor é deixada de lado... Porém cada um olha apenas pa...