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Sartre: o filósofo do nada e da decisão.

Entre as frases mais conhecidas de Sartre está a que diz que “o homem está condenado a ser livre”. Para este filosofo só o egoísmo nos explica. Não o egoísmo de Adam Smith, mas talvez se aproximasse do egoísmo hobesiano não houvesse uma distinção clara entre indivíduo e Estado respectivamente. É através de uma necessidade egoísta que temos a obrigação de escolher “ou não” (que também é uma escolha, isto é, escolho não escolher). É ai que nasce sua certeza de que existe liberdade na ação do homem independente do seu tipo de escolha: se ação ou inação. Segundo seu pensamento o poder da decisão não é determinado pelas circunstâncias. Se assim fosse teríamos de imaginar que um mundo perfeito deveria existir com circunstancias estritamente agradáveis e imutáveis. Isso é impossível por ser um antimundo, um mundo da ideia, um mundo ilusório. Sua crítica existencialista o obriga a defender a inexistência do divino sobre o homem. Pensamento este que o aproxima de Feuerbach no sentido de...

Sábios da mídia

O esfacelamento da sociedade através da mídia é um fato. Este elemento é um histórico e irreversível. "As instituições do saber e da moda" tem parido (todos os anos) novos sábios: cientistas políticos, sociólogos, criminalistas, professores, psicólogos, filósofos e afins. Todos com uma receita prática para uma vidinha "justa e digna". Estes de certo com seus saberes embalados nos regimes empresariais da promoção pessoal (do marketing pessoal: frase da moda e fonte de manipulação). Raro o dia em que se ligue a TV e não tenha uma um especialista dando sua receitinha mágica baseada em seus estudos de caso (fajutos) que atendem, sempre, uma demanda pela efêmera fama. Extremamente medonho ouvir do filósofo da moda (Pondè) que "é preciso olhar para realidade..." Impressionante sua profundidade de sociólogo... Nada mais justo que desligar a TV em sua homenagem. As obviedades dos especialistas não param no "é preciso viver". Sociólogos juram que os ag...

Zoobia e quadrilátero

Valoris in omnibus

A história do homem se faz através de ciclos, caminhos e descaminhos que este cria para seus dias. Interpretações de passados longínquos, recentes, mas essencialmente vislumbres ideológicos ou tecnológicos. Certo é que estamos num carrossel de ideologias e fantasias das mais variadas em que existe um "valor" para tudo que façamos. Lamentavelmente (hoje) as amizades são construídas à moda network , pois o "homem moldado" quer garantir seu emprego e a satisfação de todos os modismos comercias. Paulo Freire parafraseou "Protágoras de Abdera" de maneira corretíssima dizendo: "O dinheiro é a medida de todas as coisas". Protágoras em seus dias' quais a sabedoria e a consciência plena da vida em sociedade se trazia lucidez disse que "o homem é a medida de todas as coisas".  Se pensarmos a partir do ponto de vista hobbesiano haveremos de aceitar que "o egoísmo impõem a medida a todas as coisas". Fato: ainda não somos gente! dei...

Doença literária

A autoajuda antes de ser uma pecha social do pós-modernismo é uma doença literária que ataca escritores e leitores. Se pretende antídoto, no entanto é o próprio malefício. Uma indefinição de si outorgada a outrem a tentativa de se planificar num modelo dado e acabado, ou seja, o sujeito reconhece a dificuldade de se encontrar em sua indefinição existencial forjar-se num padrão que negue as aventuras naturais das auto descobertas e pauta-se num modelo estrategicamente aceito pela maioria como meio de sobrevivência: a mentira! O lodo do lago essencialista. A vida é nada de formas perfeitas e bem ordenadas, nada de padrão, apenas uma ordem a seguir: a ordem do desejo que é tão inconstante quanto a perfeição que se impõem nos paradigmas, seja isso, anteposição e planificação que são por si mordaças imputadas confluídos nos moldes institucionais. Dizem os profissionais da autoajuda: “seja feliz agora”; “o possível é o que você pensa de você”. E muitas outras frases de efeito motiva...

Diálogos subjetivos: paradigmas e morte social

Existiria um poder real subjetivamente instalado em nossos inconscientes determinando nosso modo de agir e pensar, ou seja, a subjetividade é um paradigma do conhecimento? O Renascimento é responsável por profundas mudanças no campo político econômico e principalmente cultural de nosso tempo. Também seria a mola propulsora do pensamento nos séculos das luzes. Mas o que temos com isso? Ao retomar o pensamento de Protágoras de que o "homem é a medida de todas as coisas" e colocar os sujeitos no centro das reflexões fez nascer no homem o amor próprio, o altruísmo desobrigado que lamentavelmente não se encaminhou numa negação profunda da Igreja (essa praga secular em seu sentido lato). O esboçado no renascimento, forjando no iluminismo se perdeu diante do modernismo, pois o modelo absoluto da ciência já se afogava em razões comerciais (então com razão esse antropocentrismo penta centenário fora mal interpretado nos últimos dois séculos). Os homens desc...

A TV e a Educação S/A

A TV Brasileira está (mais uma vez) naturalizando a burrice, a ignominia de uma nação, de famintos, de doentes mentais que não sabem o que é viver em sociedade (estou falando dos shows da fé, dos enlatados cinematográficos, dos programas de sábado e domingo a tarde, não falo mais das repetitivas novelas, dos jornalecos - que com intuito claro de ludibriar -  mostra somente aquilo que interessa ao "dono da emissora"). Não falo das propagandas subliminares impostas nas programações hora após hora; falo dos resultados disso: alienação total de uma nação em causas efêmeras. Quem perde com isso? A arte (de onde poderá sair artistas se os jovens estão preocupados com a marcha da canabis sativa ); a política (os filhos da burguesia querem subir na vida estudam nas empresas de Educação S/A formam-se técnicos, bacharéis ou especialistas; os mais atrevidos fundam novos partidos inúteis), as ciências (passam a depender do investimento de grupos fechados - capitalistas -...